segunda-feira, 24 de abril de 2017

Foram respeitadas as normas?



Pode uma casa, em tudo diferente das outras, ser assim autorizada em Caldas da Rainha?





aqui escrevi sobre este aborto. Mas a construção continua...




Notas de prova




Quinta da Fata — Branco 2015 DOC Dão
Encruzado
Quinta da Fata, Vilar Seco
13% vol.

Excelente.
O melhor de todos os vinhos brancos de que guardo memória.
Não convém servir demasiado frio.

Notas de prova






Valle de Passos — Tinto 2014 - DOC Trás-os-Montes
Touriga Franca, Tinta Amarela, Touriga Nacional.
Quinta Valle de Passos, Valpaços
13,5% vol.
(Bebido no restaurante Naco na Pedra.)
Muito bom.

Notas de prova


Foral D. Henrique Premium — Tinto 2014 DOC Dão
Touriga Nacional, Aragonês e Jaen
Adega Cooperativa de Mangualde, Mangualde
13% vol.

Muito bom.

sexta-feira, 21 de abril de 2017

5 meses


Daqui a cinco meses há eleições autárquicas.
Em Caldas da Rainha o PSD tem tido sempre maioria absoluta, é hegemónico e tem todo o poder que o controlo da Câmara Municipal lhe assegura há muitos anos.
Os partidos da oposição podiam ter-se organizado para lhe fazerem frente e derrotarem a sua candidatura. Não o quiseram fazer. Quiseram fazer prova de vida, falar para as suas clientelas partidárias, fazerem de conta que são relevantes. Não são.
O PS, o PCP e o quase inexistente BE podiam ter replicado a aliança parlamentar para combater o PSD. Não o fizeram. O que também mostra que essa aliança não é movida por nenhum tipo de princípio mas apenas por um bem claro, e nojento, oportunismo.
Do conjunto desta oposição de faz-de-conta, a candidatura do CDS é a única que, sem hipótese de ganhar, merece alguma credibilidade. O resto não. São aventureiros sem interesse.
Do retrato estão nesta altura ausentes o grupo de independentes que constituiu há quatro anos o MVC e o BE. O primeiro tornou-se irrelevante, o segundo (que já nem tem presença na Assembleia Municipal) é mais do que dispensável.
Se tivesse um pouco de argúcia e de sensibilidade política, o candidato obviamente vencedor do PSD podia já enviar uma mensagem formal aos seus "adversários": a agradecer-lhes a vitória. Pelo menos por uma questão de cortesia.


Tinta Ferreira (PSD)

Rui Gonçalves (CDS)


Rui Patacho (PS)

José Carlos Faria (PCP)

quarta-feira, 19 de abril de 2017

Notas de prova




Vinhas da Rainha Branco 2015 Reserva
Vinho Regional Península de Setúbal 
Fernão Pires e Moscatel Graúdo
Venâncio da Costa Lima, Quinta do Anjo Exclusivo Intermarché

12,5% vol.
Bom!

Notas de prova




Portal de S. Braz Private Collection —Branco, sem indicação de ano de colheita — Vinho Regional Alentejano 
Arinto, Antão Vaz e Roupeiro
Cooperativa Agrícola de Granja, Mourão
13% vol.
Desinteressante.

O que é que o Presidente da República foi lá fazer? (2)


Recapitulemos: quando, anteontem, caiu uma avioneta nas imediações do aeródromo de Tires (Cascais), o Presidente da República foi a correr para lá. Não fez declarações públicas e, pouco tempo depois, desapareceu. Referimo-nos a este estranho caso aqui.
Ontem, um dia depois, o Presidente da República explicou-se: Estava próximo e as notícias que tinha eram, felizmente, porque depois não se confirmou, muito piores", porque teriam sido atingidas casas.
Mais valia estar calado. Porque a explicação é reveladora de grande insensatez.
O Presidente da República não pode fazer de mirone aventureiro e querer ir para o local de um acidente... fazer o que pensa que devia fazer.
Se a situação fosse tão grave como sugeriu que poderia ter sido, seria impensável estar a obrigar as forças no terreno a deixarem de procurar acudir às pessoas e evitar danos maiores para se concentrarem na proteção (obrigatória do Chefe do Estado). Se não era... vai passar a acorrer a todos os acidentes (um choque em cadeia numa autoestrada, um incêndio florestal...)?
O Presidente da República pode ter dezenas de motivos de ordem pessoal para acorrer à queda fatal de uma avioneta.
Mas, institucionalmente, tem de esperar no seu posto que lhe cheguem as informações mais fiáveis e adequar a sua intervenção à dimensão ao acontecido.
E não foi isto que aconteceu.



Ler jornais já não é saber mais (13): "cada vez há mais"













O jornalismo sério desapareceu, as vendas caem a pique, a imaginação emigrou e o resultado é esta triste falta de imaginação, a que já poucos devem ligar e onde se privilegia a quantidade potencialmente escandalosa em vez da qualidade do trabalho.


segunda-feira, 17 de abril de 2017

O que é que o Presidente da República foi lá fazer? (1)



O Presidente da República com o presidente da Câmara Municipal de Cascais.
© Henrique Casinhas/Observador, hoje

Hoje caiu uma avioneta na zona de Tires (Cascais). O Presidente da República foi lá de imediato.
O "Observador" escreve, com grandes cautelas:
"O Presidente da República, Marcelo Rebelo de Sousa, dirigiu-se para o local porque soube da gravidade da situação. No entanto, fonte da Presidência garantiu desde logo que não havia nenhum político ou figura pública envolvido. No final, Marcelo Rebelo de Sousa não prestou declarações à comunicação social."
Portanto: porque é que ele lá foi? Porquê?