domingo, 28 de agosto de 2016

E a campanha eleitoral continua...



"Gazeta das Caldas", 26.08.16

O PSD de Caldas da Rainha e o seu candidato à Câmara Municipal, e actual presidente, não perdem tempo: são as várias fotografias da criatura nos dois jornais regionais, são a cornucópia de obras que se anunciam, são as festas, é o incompreensível empréstimo bancário de dois milhões de euros... para obras previstas, certeiramente, para terminarem em 2017.
Agora é o complexo desportivo de Caldas da Rainha, degradado desde há vários (e aqui já me referi várias vezes a este lamentável caso): vai ter obras (com uma escultura que parece uma colher de sopa) que, claro, vão terminar... em 2017.
Perante isto, a oposição (ou oposições) mantém-se indiferente: o PS vai-se dividindo alegremente, o CDS vai tentando encontrar um rumo (ou um candidato a presidente), o PCP anda entretido com outras coisas e o grupo "independente" do MVC parece, talvez por receio de perder o que conquistou em 2013, andar a tentar negociar uma participação nas listas do PSD.  
Perante isto, quase se dispensavam as eleições.
O PSD caldense tem, cada vez mais, a vitória assegurada no próximo ano e, infelizmente, nem sequer o merece. E estou a falar de Caldas da Rainha.

quinta-feira, 25 de agosto de 2016

Da série "Para os amantes da natureza..."


... mais um belo exemplo de um concelho impunemente entregue ao lixo "para os amantes da natureza":





Penduraram os plásticos, deixando no chão os que lá estavam. A data já passou e os plásticos lá ficaram, à espera dos próximos que os deitem para o chão.



Mais uma para a minha lista negra: a Iberdrola (e, de boleia, a Gestifatura)


Espera-se, normalmente, que ao fornecimento regular de um serviço (água ou electricidade, por exemplo) corresponda a apresentação regular da respectiva conta e da respectiva factura. Não foi o que, depois de dois ou três anos de contrato, aconteceu com a empresa de comercialização de electricidade Iberdrola.
Esta, como outras, limita-se a "cavalgar" o monopólio da EDP e a vender, com algumas vantagens iniciais, a electricidade aos seus clientes. Talvez não seja de admirar, por isso, que preste um serviço tão distanciadamente mau, como a seguir se conta.
Entre Dezembro do ano passado e Março deste ano, a Iberdrola não me enviou facturas. E, de repente, chegaram com intervalos de poucos dias, quatro facturas num valor de quase 600 euros.
Um contacto telefónico para a empresa deu origem a uma resposta muito rápida: propunham um "plano de pagamentos" que diluía por mais algum tempo o pagamento desse valor (o que também sugeria que este caso não era único). O "plano de pagamentos" exigia o aval escrito, e assinado, do cliente, o que demoraria ainda alguns dias. No entanto, o "plano", datado de 22 de Março, exigia já um primeiro pagamento... em 24 de Março.
Contactada de novo a Iberdrola, foi-me sugerido que anulasse o débito directo e ficou acordado que haveria um novo "plano de pagamentos".
Se, aqui, as coisas já estavam a correr mal, correram depois ainda pior. Em 6 de Abril a Iberdrola contornou o primeiro débito directo anulado e criou outro, para cobrar a primeira prestação... do "plano" entretanto rejeitado.
Quando o descobri, anulei o segundo débito directo (e a Iberdrola está agora como "credor bloqueado", impossibilitada de criar qualquer outro débito directo) e informei a empresa de que os pagamentos seriam só efectuados por multibanco.
E o certo é que, pouco tempo depois, lá foram aparecendo as facturas para pagamento por multibanco. À excepção de um valor, de explicação duvidosa, que chegou a materializar-se numa "factura sem leitura" e que, por motivos contabilísticos, foi rejeitada e solicitada a respectiva fundamentação. Que, estranhamente, nunca mais chegou.
Ao mesmo tempo (e já depois das queixas apresentadas à DECO e à Entidade Reguladora dos Serviços Energéticos), a Iberdrola conseguiu, em cartas diferentes, pedir desculpa pelo erro (o "plano de pagamentos") cometido, propor outro "plano de pagamentos" (cuja proposta chegou já depois de paga uma factura que era abrangida por este segundo "plano de pagamentos"...) e afirmar que não havia registo nenhum de ter havido algum problema.
Entretanto, na passada segunda-feira, dia 22, foi recebido um SMS assinado, mas sem qualquer outra identificação, por uma empresa chamada Gestifatura, que exigia o pagamento de uma alegada "dívida" à Iberdrola, num montante que não corresponde a nenhuma dívida a essa empresa (e acordo com as contas pagas por multibanco desde o bloqueamento dos débitos diretos).
Contactada de imediato a Gestifatura, balbuciou-me quem atendeu que não sabia ao que correspondia a alegada "dívida" mas que ia perguntar ao cliente, ou seja, a Iberdrola.
Pedi, naturalmente, o comprovativo do teor do SMS por correio de superfície mas... pois, não chegou.


*

Se a Iberdrola agiu mal, com uma postura estupidamente arrogante, age também mal a Gestifatura.
Não é caso único, aliás, porque (depois de outra situação em que outra empresa teve de meter a viola no saco) estas empresas de "cobranças difíceis" parecem limitar-se a recolher informação de valores das empresas a que prestam serviços, numa lógica muito clara de intimidação: não interessa a origem das eventuais dívidas (nem mesmo se têm razão de ser), o que interessa é assustar os eventuais devedores.
É possível que a maior parte das pessoas ceda ao medo perante estes novos "cobradores do fraque" e nem sequer saiba como contestar e como. Mas neste caso vieram bater à porta errada.




Mais uma para a minha lista negra: a Iberdrola







Pormenores em breve...



Nacionalizem os supermercados

Um supermercado do socialismo venezuelano


Os “produtores de leite e de carne” estão “em luta”, fizeram uma marcha lenta, ofereceram bifes (pareceu-me que de porco) aos repórteres, querem que lhes seja dado mais dinheiro pelos seus produtos senão "fecham a porta”.
Os telejornais mostram e não explicam. Ao fundo vêem-se as bandeiras, irrepreensíveis de produção, da Confederação Nacional da Agricultura (CNA). O Governo anuncia “medidas de apoio”.
A “luta” dos “produtores” é incompreensível. Quem vai aos supermercados ou aos talhos não a percebe. O consumidor tem de olhar aos preços e escolher o que lhe parece mais adequado (ou, na pior das hipóteses, mesmo na nova “austeridade” da esquerda, comprar o mais baratinho que puder).
Ontem, um dos “produtores” (e foi o único, nesta série recorrente de “luta”) dizia que a carne lhes era para muito por baixo e que depois custava 10€ por quilo na venda ao público. E que carne? Nunca vi nos supermercados carne de porco acima dos 7€. Ou seria a de vaca? Infelizmente, não se sabe.
Aparentemente, o arqui-inimigo dos “produtores” é constituído pelos supermercados. Terão razão? Só se pode especular porque não temos, nem teremos, os dados todos. Os “produtores” querem ganhar mais dinheiro, os consumidores querem gastar menos dinheiro. São as leis do mercado e da concorrência a funcionar em democracia.
A “luta” dos “produtores” é dirigida pela CNA (Confederação Nacional da Agricultura), organização criada nos anos 80 pelo PCP como contraponto à então medonha CAP (Confederação dos Agricultores de Portugal). A sua intervenção, neste caso, parece ser mais uma forma, mansinha e manhosa, de o PCP procurar ganhos extraordinários para um sector para garantir votos. Tem sido a lógica deste governo do PS, do PCP e do BE. 
No mesmo dia da “luta”, o Governo anuncia “medidas de apoio”. Algumas (tipo “31 de boca”) parecem ter a ver com disposições comunitárias. As outras têm a ver com o Orçamento de Estado e com aquilo que é cobrado aos contribuintes para suportar os favores sectoriais. Ou seja, não querem comprar a carne e o leite mais caros? Então, paguem mais impostos.
Um destes dias, o PCP ainda vai exigir a nacionalização dos supermercados para resolver os problemas do mercado. Se não for o BE, que nisto anda a apanhar bonés, a fazê-lo antes. E o Governo é bem capaz de lhes dizer que sim.


domingo, 21 de agosto de 2016

"Pins"

E o vinho sabe a...


Maçã verde e pão
Brioche
Rebuçado
Pétalas de flores
Pedra raspada
Espargos e talo de couve
Pederneira
Mato seco
Crocante
Aço e pólvora
Borracha
Poejo
Cacau preto
Fumo
Carne
Toffee
Fósforo
Amêndoas torradas
Caroço e pele de pêssego
Melancia
Mentol
Massa de pimentão
Tinta-da-china
Licor de capilé
Alcatrão
Marroquinaria fina
Pimenta branca.

É a estas coisas, numa escolha aleatória ao correr de várias páginas, que o vinho sabe.
Não há que enganar: está nas notas de provas de algumas dezenas de vinhos que aparecem na edição deste mês da "Revista de Vinhos". E se os especialistas o afirmam, como é que alguém o pode negar?...




sexta-feira, 19 de agosto de 2016

Desinformação grosseira


"Descida do IVA gera poupança de 175 milhões de euros na restauração" é o título e depois o texto abre com uma estranha frase: "O sector da hotelaria e restauração pode poupar na segunda metade deste ano cerca de 175 milhões de euros em pagamento de IVA ao Estado".
O título e o respectivo texto pertencem à edição da "Gazeta das Caldas" de hoje e são um exemplo (involuntário, supor-se-á) da desinformação grosseira que rodeia o IVA da restauração.
O IVA é um imposto cobrado ao cliente.
A regra geral - salvo se existe um regime de excepção secreto para a restauração - é esta: quem presta um serviço ou vende um produto cobra o IVA e entrega-o ao Estado, deduzindo o que puder deduzir. 
A baixa do IVA na restauração (uma medida estúpida e demagógica) não serve para o sector da restauração poupar coisa nenhuma.
E se os próprios defendem que há essa poupança, então não sabem gerir a sua actividade económica, não sabem o que andam a fazer ou têm contabilistas certificados incompetentes.
Quando muito, se os preços dos produtos e serviços baixassem, quem pouparia seriam os clientes.
Será muito difícil perceber isto?




quinta-feira, 18 de agosto de 2016

Ainda há vida inteligente no PSD de Caldas da Rainha

Já aqui me tinha referido ao extravagante empréstimo que os gestores do PSD da Câmara Municipal de Caldas da Rainha querem aprovar (Brincar à política à sombra de 2 milhões de euros), com uma certa complacência da oposição.
Há dois dias, o anterior presidente da câmara, Fernando Costa pronunciou-se no Facebook sobre a mesma situação e o que escreveu merece ser lido, e na íntegra.
Controverso, Fernando Costa foi, decididamente, melhor presidente do que o seu desastrado sucessor e herdeiro, demonstrando também que, apesar de tudo, ainda há vida inteligente no PSD caldense.

Eis o texto de Fernando Costa:


UM CONTRIBUTO PARA UMA MELHOR GESTÃO FINANCEIRA.
A Assembleia Municipal das Caldas Rainha vai votar a aprovação dum empréstimo de 2 milhões de euros, com um prazo de 10 anos. Antes, em 2014, contratou um outro de 2.4 milhões ...!!!!
Quem não conhecer a situação real financeira do Município, poderá pensar que estes empréstimos poderão resultar da situação financeira do anterior mandato: nada de mais errado.
De facto, a um de 1 de Junho,de 2013, dia em que deixámos a presidência da Câmara das Caldas, o Município contava com 5 milhões de euros em depósitos a prazo e 2.2 milhões de euros à ordem, dos quais ainda se conservam 3 milhões, em depósito a prazo..
Parece-nos errada a contratação deste empréstimo, nos seus diversos fundamentos, tanto mais que a taxa de juro que vai ser paga é três vezes mais alta do que a taxa de juro que a taxa de juro que o Município está a receber daquele depósito a prazo. !!!
Perante as dúvidas e perguntas que nos têm feito, e face a esta disparidade de taxas de juro, não podemos deixar de prestar este esclarecimento, convictos que estamos a defender os interesses dos Caldenses e ajudar a Câmara a fazer uma melhor gestão financeira.
A Câmara tem estado a aumentar a despesa corrente de forma preocupante , o que está obrigar ao recurso a empréstimos : é preciso muita atenção, pois os tempos são difíceis para os munícipes, que acabam por ter que pagar a factura !
LOURES e muitos outros municípios seguem em caminho contrário: reduzem a despesa corrente e a dívida para aumentar o investimento e baixar impostos aos munícipes .
Não se devem comprar terrenos por alto preço e vender outros muito baratos, geradores de desequilíbrios financeiros evidentes.!!!
Do mesmo modo, há que ter cuidado com os custos dos festivais, ainda que louváveis e, até, vantajosos para o concelho. Só um exemplo : aumentar em seis vezes o subsídio à organização privada do festival do Cavalo Lusitano, parece-me injustificável , ou seja de 12.500 euros( 2011) para 75.000 euros(2016), para não falar dum fotógrafo, em avença, que ganha perto de 100 euros por hora de efectivo trabalho...!
É preciso rigor e ponderação para evitar derrapagens:
É UMA OBRIGAÇÃO DE TODOS NÓS, AUTARCAS, DE TODOS OS PARTIDOS E EM TODOS OS MUNICÍPIOS .

quarta-feira, 17 de agosto de 2016

Enquanto há...

O terceiro jantar de sardinhas deste verão. Desta vez com tinto (genuíno) de Pias,
numa excelente combinação.