domingo, 21 de janeiro de 2018

Filho da puta

Longe da vista, longe do coração: o cãozinho já não dorme à porta. Foi relegado para um canto recôndito da propriedade. 
Se lhe ligam, não se nota. E ele faz pela vida: sai e entra com regularidade da propriedade, sempre à vontade para encontrar, ou fazer, buracos na vedação.
Já não tem coleira com um número de telefone pendurado. Talvez alimentem a esperança de que alguém o leve, de que ele se perca ou de que um qualquer acidente o faça desaparecer para sempre. Que alívio não seria para o filho da puta!

segunda-feira, 15 de janeiro de 2018

Vida de escritor: originalidade zero




Não conheço, pessoalmente, NP, que é um dos muitos milhões de "escritores" que existem "on line".
Tive a curiosidade de, um dia, folhear num supermercado um dos seus primeiros livros e, além de um português medíocre que nada recomendava, deparei-me com duas bizarrias. 
A primeira foi um estilo (com a narrativa assente no presente do indicativo) que, por acaso, foi o que comecei a usar, e mantive, desde o meu segundo "thriller". A segunda foi uma parte demasiado parecida com uma sequência-chave de um filme estimável, "True Lies". A minha curiosidade ficou saciada quanto à qualidade e à originalidade da coisa.
NP dedicou os seus três primeiros livros (numa editora sem nome) à espionagem tipo série de televisão dos anos cinquenta e chamou-lhes "thrillers".
O quarto dedicou-o ao terrorismo, num "mix" algo confuso. E o quinto, que parece ter nascido numa fase de transição de editoras (onde lhe disseram, na primeira, que era melhor ir reescrever a história toda), tem a ver, segundo os próprios, com adultério, incesto, homicídios, pecados, coisas bíblicas e possivelmente tudo e mais alguma coisa. E um par de botas, claro. E é um "thriller", como é próprio de mentes limitadas. Só pode.
Pelo meio, NP arranjou um site profissional (isso dos blogues amadores é para os outros), um cão fofinho para impressionar as raparigas (a começar pelas bloguistas, sobretudo pelas mais exóticas) que, nada de familiaridades, servindo para compor a imagem, "dorme no alpendre".
E também se apresenta em novo modelo, na temática, na capa e na figura engravatada de delegado de propaganda médica com que agora tenta apresentar-se: como um clone de José Rodrigues dos Santos. Que, como se sabe, é um clone de Dan Brown. Que, por sua vez, é um clone de Philipp Vandenberg, numa extensa linhagem de autores sem chispa de originalidade. NP, afinal, é só isso: mais um, apenas.



sábado, 13 de janeiro de 2018

Vida de escritor: na "desportiva"


Há três ou quatro anos, M. procurou-me para, basicamente, lhe dar uma opinião sobre um livro que acabara de escrever. Já tinha editado dois ou três antes, sempre "policiais" e até gostava do que eu escrevia.
Convidei-o a vir cá, levei-o a almoçar, ofereci-lhe um exemplar do meu livro mais recente e acedi a ler a história dele, a que por comodidade, atribuo aqui o título de "XYZ".
É uma situação sempre ingrata e acho que foi em Lee Child (quando ainda era imaginativamente vivo e antes de ter sido "comido" por Tom Cruise) que li esta útil indicação: os autores não devem ler histórias alheias não publicadas porque, se escrevem algo parecido em que já tivessem pensado, podem ser acusados de plágio por quem lhes deu o original a ler.
"XYZ", que me esforcei por arranjar tempo para ler, não era, à partida, de rejeitar. Seria necessário cortar pormenores e maneirismos dispensáveis e talvez personagens. Beneficiaria, mais exaustivamente, se algumas das suas partes fossem reescritas. Foi, com mais precisão, o que transmiti a M., já que queria saber o que eu pensava.
M. não voltou a manifestar-se. Até há pouco tempo, quando me contactou pelo Facebook, "pedindo-me amizade", 
Numa troca de impressões posterior, à distância, soube por M. que "XYZ" já estava publicado e que até ia sair mais outro. Numa editora de um comentador desportivo dedicada à poesia, pouco inspirada nas capas e situada naquela espécie de terra-de-ninguém obscura que parece viver de "edições de autor". Quanto a "XYZ", não lhe conheço o conteúdo nem sei se as minhas sugestões foram tidas em conta. 
M., simpaticamente, reafirmou o seu apreço pelo que já escrevi e perguntou-me porque é que não continuava. Expliquei-lhe que o volume das vendas não era satisfatório para o investimento, quer do autor numa perspectiva profissional quer de um editor também profissional. Em réplica, M. disse que, para ele, já reformado, era tudo "na desportiva".
Sendo eu "desportivo" apenas no ginásio que regularmente frequento, desejei-lhe muitas felicidades.

sexta-feira, 12 de janeiro de 2018

Porque não gosto dos CTT (129): finalmente!...

No mesmo dia em que me chegou mais correspondência com atrasos que chegam aos 10 dias, tenho a surpresa de ver que a "Gazeta das Caldas" resolver "partir a louça" quanto aos CTT e dedicar ao assunto diversas páginas. Isto é jornalismo.




Quanto ao "Jornal das Caldas", reconhecendo finalmente o problema, recorre aos serviços mínimo. E com erro ortográfico. Mau jornalismo.





A "colheita" de hoje:


Notas de prova




Guarda Rios - Signature Tinto 2015 - Vinho Regional Alentejano
Syrah, Touriga Nacional, Aragonês e Alicante Bouchet
13,5% vol.
Sociedade Agrícola D. Diniz - Arraiolos
Bom!



Notas de prova



100 Hectares - Tinto 2015 - Touriga Nacional - DOC Douro
Touriga Nacional
14% vol.
100 Hectares Sociedade Agricola Lda - Peso da Régua
Muito bom
(Bebido no restaurante O Melro - Pão Quente e Petiscos)

segunda-feira, 8 de janeiro de 2018

Porque não gosto dos CTT (128): três semanas de atraso e mais um prazo que "ardeu"

O Automóvel Club de Portugal, de que sou sócio, emitiu em 14 de Dezembro de 2017, a factura para pagamento da quota de 2018. O prazo-limite para pagamento era o dia 31 de Dezembro de 2017. Recebi a carta hoje, dia 8.
Este é o caso mais significativo de vários de correspondência atrasada.
Entretanto também só hoje recebi os dois jornais regionais que saíram... na quarta e na sexta-feira da semana passada.
Mas há mais coisas por aí...

quinta-feira, 4 de janeiro de 2018

Porque não gosto dos CTT (126): a mesma merda





Ontem, dia 3, recebi alguma correspondência atrasada: pelo menos, e bem documentados, a conta da água dos Serviços Municipalizados de Água e Saneamento de Caldas da Rainha, uma comunicação da GNR também de Caldas da Rainha, e uma encomenda vinda de Lisboa. Tudo com três semanas de atraso.
Pensei, porque há mais correspondência por aí, se por acaso ainda existe, que o resto chegaria hoje. Não chegou. Nem, e voltamos à mesma, o jornal regional que saiu ontem.
Não há volta a dar a isto, a este "serviço público" sequestrado pelos "trabalhadores" e virado contra nós todos.

O Grande Lago da Serra do Bouro





Só às vezes se vê...