terça-feira, 6 de dezembro de 2016

Onde está a oposição (em Caldas da Rainha)?


Os Serviços Municipalizados de Caldas da Rainha, serviço camarário conhecido pelo seu rigor, foram resolver um problema de abastecimento de água num prédio, deixaram tudo escavacado e mandaram os residentes reparar os estragos.
A queixa foi feita por um dos afectados nas cartas ao director da "Gazeta das Caldas" (edição de 2.12.16) que, inconformado, faz a pergunta que mais gente devia fazer e que eu tenho andado a fazer: "Onde está a Oposição? Participa das jantaradas de fim-de-semana? E por causa disso aceita de cabeça baixa a má política que se pratica no concelho?"
Evidentemente, respondo eu: a oposição (PS, CDS, MVC e PCP) apoia, na prática, o PSD da Câmara Municipal. E não deve ser apenas pelas "jantaradas"...




segunda-feira, 5 de dezembro de 2016

Os "eleitos autárquicos" foram todos para Auschwitz, foi?!

Na polémica sobre a agregação de freguesias, há quatro anos, os membros de câmaras municipais e juntas de freguesia usaram o argumento abjecto, para combater a redução do número de freguesias, de que iam perder o "emprego". Os interesses das populações foram vergonhosamente desprezados e a grande preocupação foi a dos lugares que se extinguiam.
A redução do número de freguesias fez-se e, por exemplo, em Caldas da Rainha, o modo como os próprios eleitos participaram na coisa foi na mesma vergonhoso (os pormenores podem ser lidos aqui).
Quatro anos depois, e estando bem à vista o fracasso e os prejuízos (para as populações) que em muitos casos resultou da agregação de freguesias, já se pensa na "reversão" do processo. E ainda bem, onde for necessário (e, no caso de Caldas da Rainha, é uma maneira de anular um acasalamento absurdo entre freguesias).
Só que não é pelo regresso ao choradinho da "eliminação" de cargos que se deve ir, embora já dê para perceber que é o que ocupa a mente de algumas pessoas.
Veja-se o caso da moção aprovada na assembleia de freguesia da mistura que resultou da junção entre uma freguesia rural (Serra do Bouro) e uma freguesia urbana (Santo Onofre) com outra pelo meio e que nem figura na mistura: "tal medida significou a eliminação de milhares de eleitos autárquicos", como se pode ler neste excerto da notícia publicada pelo "Jornal das Caldas" de 30.11.16.



"Eliminação de milhares de eleitos autárquicos"?!


Até parece que os "eleitos" foram metidos todos em Auschwitz, coitados...
De qualquer modo, se é assim que querem fazer, era melhor que estivessem quietos, até porque já dá para perceber que ao disparate inicial se vai seguir outro, e pelos piores motivos


Uma ignomínia à moda da tríade PS-BE-PCP

Contra tudo o que era e é razoável, o governo em funções baixou o IVA da restauração de 23 por cento para 13 por cento.
O Estado perdeu receita fiscal (e os outros que paguem), não se deu pela baixa de preços de venda ao público e só um sector foi favorecido, de um modo tão enviesado em termos contabilísticos que a baixa deste imposto foi, sem pudores, transformada em lucro.
No entanto, o mesmo "arco governativo" recusou, no Parlamento, a baixa do IVA para aparelhos ortopédicos (como as canadianas e as cadeiras de rodas) que poderia levar a uma redução do PVP, o que iria favorecer sectores da população que precisa desses instrumentos para poder viver com um mínimo de dignidade.
Perante isto, e tudo o resto, não percebo como é que pode haver gente com sensibilidade social, que se diz de "esquerda", que consegue apoiar a coisa mal nascida que saiu da aliança entre o PS, o BE e o PCP. Deviam era ter vergonha.


Adicionar legenda

Ler jornais já não é saber mais (5)


Pode argumentar-se mil vezes que "fazer uma rotunda" é o mesmo que "circular numa rotunda" (ou algo parecido) que nem a vantagem de poder ter um menor número de caracteres disfarça o facto de "fazer uma rotunda" ser, em bom rigor, igual a "construir uma rotunda".



Manchete de hoje (5 de Dezembro) do "Jornal de Notícias"



sábado, 3 de dezembro de 2016

Fernando Costa, 2 - Tinta Ferreira, 1

Fernando Costa, o anterior presidente da Câmara Municipal de Caldas da Rainha que terá esperado poder voltar a ser candidato em 2017, vai ser o candidato do PSD à Câmara Municipal de Leiria.
Leiria, capital do distrito, é obviamente mais importante do que Caldas da Rainha, onde Tinta Ferreira, o sucessor de Fernando Costa revelou uma enorme incompetência e tentou, por esse e por outros motivos, distanciar-se do seu antecessor. 
Desterrado em 2013 para Loures, onde foi vereador, Fernando Costa fica agora mais próximo do seu concelho, podendo conservar alguma capacidade de influência em Caldas da Rainha... mesmo contra o seu lamentável herdeiro. 


Fernando Costa: que bem que se está em Caldas da Rainha ("Jornal das Caldas", 30.11.16)


Tinta Ferreira: que bem que se está... na câmara de Caldas da Rainha


quarta-feira, 30 de novembro de 2016

Quanto tempo demora a pavimentar uma rua?


No centro da cidade de Caldas da Rainha existe uma pequena rua (terá 100 metros, sequer?), a Rua da Rosa, que foi fechada ao trânsito para receber, salvo erro, um pavimento. Isto aconteceu há um mês, pelo menos.
A rua continua fechada, e esventrada. Vi-a ontem tal como já a tinha visto há duas ou três semanas: fechada ao trânsito e esventrada.


Que interessa uma rua bloqueada...

A extensão da Rua da Rosa é quase a extensão que a separa da Praça do Município, onde a Câmara Municipal de Caldas entrou com 76 mil euros (sem a conta da electricidade) para uma árvore de Natal de 41 metros de altura.
A árvore de Natal é que é importante. O resto já nem interessa. 
Não é caso único...


... perante iluminações de Natal de encher o olho aos papalvos?


segunda-feira, 28 de novembro de 2016

A Ocidental Seguros a explicar-se... atabalhoadamente


Referi-me aqui a uma apólice de um seguro que a respectiva seguradora me quis aumentar em 75 por cento. O aviso (a ameaça...) veio da Ocidental (BCP) e dizia respeito a um seguro para um dos meus cães. Achei o aumento estranho e pedi esclarecimentos. A resposta chegou e pode ser vista aqui:




A resposta da Ocidental é extraordinariamente esclarecedora. Vejamos...

1 - A Ocidental não sabe, claramente, o que está a fazer. Ao identificar dois "Animais/anuidades", erra. E não erra por mim, porque quer na "compra" do seguro quer em todos os pedidos de reembolso, a identificação foi sempre completa e referiu-se sempre ao mesmo animal. O que acontece é que a Joaninha aqui identificada já estava registada como "Marilu" pelo criador (sim, esta simpática cocker foi comprada) e, para efeitos legais, foi sempre identificada com os dois nomes, o primeiro com afixo e como está no LOP, e o segundo como nome que se lhe adequa e pelo qual dá. Estranhamente, a Ocidental contabiliza dois animais. Que falta de profissionalismo!

2 - Em segundo lugar, as contas. A Ocidental "queixa-se" de que a Joaninha lhe custou, em cinco anos, 483,97€. E até poderia ter custado mais se não houvesse uma franquia de 25€, que não se aplica nas consultas, que têm um preço inferior. Mas, por exemplo, em 2016 já não teve (até agora) que gastar nada. Vendo isto, poderia pensar-se que eu não lhes dei nada. Mas dei. O seguro custou-me anualmente 118,18€. Portanto, ao pagar nestes cinco anos 550,81€ à Ocidental, a seguradora ainda lucrou 66,84€. Recordando: a seguradora quis passar o valor anual do seguro de 118,81€ para 270,91€.

3 - Poderá haver quem argumente que as despesas da seguradora não se referem só aos actos clínicos. A Ocidental entregou a gestão da coisa a uma empresa de que já aqui falei e alguma coisa lhes há de ter pago e aos veterinários que, alegadamente, trabalham para ela. Mas talvez tenha sido dinheiro deitado à rua: a mesma empresa, como já contei, exigiu-me um exame clínico que a Joaninha nunca tinha feito e de que nunca apresentei factura, relatório clínico ou pedido de reembolso. E também deixou extraviar originais e trocou as pernas na interpretação de um relatório médico. Não me parece que a Ocidental tenha sido beneficiada. Mas talvez nem se importe.

O resultado disto foi o mais óbvio: anulei a apólice. E reprimo a vontade de os mandar ir roubar para a estrada. Porque seria, obviamente, uma indelicadeza.



Seguros para animais:
um beco sem saída


Tendo a Joaninha ficado sem seguro e com a segunda (Elsa, não comprada mas adotada e a que também aqui me referi) ainda sem seguro, comecei a procurar uma alternativa. Mas o certo é que, nas condições que quero, não há. Aliás, coincidentemente, a "Proteste" (a revista da Deco) também se refere ao assunto no seu mais recente número.
A totalidade dos seguros que encontrei (e os que são citados pela "Proteste") remete a assistência aos animais para a sua própria rede de prestadores, ou seja, clínicas veterinárias (e outros serviços) que têm um qualquer tipo de contrato com as seguradoras e que fazem preços mais baixos aos beneficiários dos seguros. Ou seja, não é possível escolher um serviço e pedir o reembolso.
E se não ponho em dúvida a capacidade, a dedicação, os conhecimentos e o saber-fazer dos médicos veterinários, em geral, o certo é que quero manter os meus cães nas boas mãos em que estão. E a clínica onde são assistidos (a Clínica Veterinária de São Martinho do Porto) não está em nenhuma rede de prestadores.
Portanto, um seguro desses não me serve nestas circunstâncias. Mesmo que tudo possa sair-me mais caro.
De qualquer modo, isto faz-me pensar que as seguradoras não estão interessadas em explorar esta área de negócio. Talvez por quem nelas manda não ter a noção de qual deve ser a atitude correcta a ter perante os animais de companhia. Ou nem sequer gostar de cães e/ou de gatos. Eles, se calhar como os próprios segurados humanos, são uma maçada e um obstáculo na acumulação de lucros.



sexta-feira, 25 de novembro de 2016

Como com árvores e bolos se enganam os tolos...


... ou como uma árvore (de Natal) esconde a floresta (de asneiras) da Câmara Municipal de Caldas da Rainha.




1.ª página (em parte) do "Jornal das Caldas", edição de 23.11.16

quarta-feira, 23 de novembro de 2016

Ler jornais já não é saber mais (4): as dívidas da Imprensa


Uma imprensa endividada, em crise e com menos leitores e menos publicidade, não pode ser livre se as administrações, as direções e os seus redactores estiverem dependentes de quem comprou, ou vai comprar, ou financiar, um órgão de comunicação social. (Notícia completa aqui.)


Capa do "i", 22.011.16