terça-feira, 15 de agosto de 2017

Notas de prova


Portas do Tejo — Tinto 2014 Vinho Regional Tejo
Castelão e Aragonez
Adega Cooperativa de Almeirim, Almeirim
12,5% vol.
Decepcionante

Notas de prova



Monte Serra — Tinto 2015 Dão DOP (Sub-região Serra da Estrela
Tinta Roriz, Alfrocheiro e Jaen 
Sea Campo, Vila Nova de Tazem
13% vol.
Bom.

Embeleze, senhor candidato Jorge Varela, embeleze...


À atenção do senhor candidato Jorge Varela, que quer "embelezar" a Serra do Bouro.
Talvez uns vasinhos revestidos a lamé com umas flores de plástico (que é do que gostam) fiquem bem aqui, nestas manifestações de desespero do poder autárquico pelas freguesias do interior: 






quinta-feira, 10 de agosto de 2017

Ei-los... e para quê?




Adaptado do "Jornal das Caldas", 9/09/17.

Está, portanto, o plantel completo para as eleições de 1 de Outubro em Caldas da Rainha.
Neste friso, retirado da edição de 9/08/17 do "Jornal das Caldas" (e de onde entendi rasurar uma irrelevância) falta, relativamente, às eleições de 2013, a representação do então promissor grupo de independentes agrupados sob a designação de "Movimento Viver o Concelho" (MVC).
Por respeito para com os que neles votaram em 2013, os dirigentes e dinamizadores do MVC deviam ter explicado a sua ausência. Não o quiseram fazer, depois de se distanciarem do concelho que queriam "viver" no sonho das eleições presidenciais de 2016.
Com esta sua atitude não deixam saudades nem qualquer sugestão de futuro. O que deixam, para estas eleições, é a situação bizarra da Foz do Arelho. É, e será, a única bitola para fazer o óbito do MVC.
Já há por aí cartazes de alguns dos candidatos à Câmara Municipal. Começaram a aparecer há cerca de um mês. Mas para quê? 
Se quisessem ganhar estas eleições teriam procurado um entendimento alargado contra o candidato que é presidente da Câmara Municipal.
Teriam começado a fazer trabalho político há muito tempo. Não apareciam agora.
Não é em mês e meio que se muda o sentido de voto num concelho onde, como infelizmente vai acontecer, o presidente da câmara ganha nas calmas porque... está lá. Porque nunca deixou de estar. Porque é o poder.
Porque (como acontece nesta edição do "Jornal das Caldas") a dita criatura não precisa de cartazes porque facilmente arranja meia-dúzia de fotografias para que ninguém se esqueça de que é ele que está no topo da pirâmide de onde saem contratações de empresas para obras, subsídios para associações e empregos para muita gente.
Darei alguma atenção às eleições autárquicas neste concelho, que de livre vontade escolhi para morar. Mas não muita. Porque nem vale a pena.
As eleições estão ganhas pelo PSD local e ninguém quis, verdadeiramente, que isso não acontecesse. Portanto, à partida, nem sequer se justifica ir votar em eleições cujo desfecho previsível abomino.
E não é por causa do PSD, como partido nacional, mas por causa deste PSD, especificamente.

quarta-feira, 9 de agosto de 2017

A SEUR é uma merda metastizada



A empresa transportadora SEUR é um cancro, um cancro metastisado.
Comecei a comprar no site eBay e comecei a receber encomendas transportadas pela SEUR, com os atrasos e confusões inerentes. Voltei à Amazon (de onde fugi quando as encomendas caíram nas mãos da SEUR) e eis que me sai a mesma merda, como o que já aqui descrevi.
Desta vez é uma encomenda que parte (de barco? a pé?) de Inglaterra para Madrid e que depois parece estar em trânsito para ser entregue... no dia 4 de Agosto. Na sexta-feira passada.
Ontem inquiri a Amazon.
Responderam-me de lá com um grande relambório com duas informações aproveitáveis: (a) houve "delays in their network" (ou seja, "atrasos na rede da SEUR) pelo que a encomenda será entregue... no dia 18 de Agosto!; e (b) oferecem-me um desconto de 4.35€ pelo incómodo.
Quanto a um "refund" (o reembolso do dinheiro pago), que o peça já ou que espere pelo dia 18.
Vou esperar. Mas repetindo: a SEUR é uma merda, um verdadeiro cancro cheio de metástases.

terça-feira, 8 de agosto de 2017

Bracinho

Se bem me lembro, as duas mãos devem ir no volante, com a direita a beneficiar de escapadelas para a alavanca das mudanças.
Também há uma variante: a mão esquerda no volante e a direita na alavanca das mudanças em regime quase permanente. Mas não é para todos, claro.
Esta variante do bracinho direito de fora é que eu não consigo perceber. Mas até se pode dar o caso de a criatura ter três braços...




Resposta aberta ao senhor candidato Jorge Varela

Já tinha reparado no agora candidato autárquico Jorge Varela (e não se pode dizer que tenha sido por boas razões) e uma "carta aberta" que dirigiu aos “caldenses de Santo Onofre e da Serra do Bouro” ("Jornal das Caldas", 2.08.17) recordou-mo.
Candidato à presidência (pelo PSD de Caldas da Rainha) da Junta de Freguesia que resultou do acasalamento forçado das freguesias de Santo Onofre e Serra do Bouro, Jorge Varela (como é típico da "nomenklatura" caldense) conhece bem "a cidade" que é apenas a capital do concelho e mal o resto do concelho. Aliás, nota-se bem de novo na sua "carta aberta", onde consegue espremer algumas palavras de circunstância sobre a Serra do Bouro.
Por essas e por outros, dirigi-lhe uma resposta aberta (ao cuidado do "Jornal das Caldas") que aqui reproduzo:


Escreveu o Sr. Jorge Varela, na qualidade de candidato autárquico à Junta de Freguesia que resultou da união das freguesias de Santo Onofre e Serra do Bouro, de Caldas da Rainha, uma “carta aberta” aos “caldenses de Santo Onofre e da Serra do Bouro”.

Permita-me o “Jornal das Caldas”, que a publica na sua edição de 2 de Agosto de 2017, que dê ao senhor candidato uma resposta aberta, o que faço nos seguintes termos:

1. Sou caldense por opção de residência, na Serra do Bouro, desde 2002, encontrando-me recenseado nesta freguesia, onde voto quando assim o entendo fazer.   

2. A freguesia da Serra do Bouro tem, efectivamente, “beleza natural” e “vistas fantásticas (…) sobre o mar”. Não é, no entanto, a única freguesia do concelho de Caldas da Rainha nestas condições. Salir do Porto, Foz do Arelho e Nadadouro são as outras freguesias que compõem toda a “fronteira” oriental, encostada ao Oceano Atlântico, deste concelho. Dado que os políticos da “cidade” caldense conhecem mal o interior do concelho, espero que esta informação lhe seja útil.
3. A Serra do Bouro não precisa de “ser complementada com um embelezamento de que já é merecedora”. Ela precisa, sim, como as restantes freguesias rurais, de estradas utilizáveis, de placas toponímicas dignas, de equipamento público mínimo, de limpeza capaz, de sinalização útil, de uma rede de abastecimento de água devidamente funcional e, sobretudo para os seus cidadãos mais idosos, de meios viáveis de acesso à capital do concelho, onde são obrigados a tratar de tudo. Espero, também, que esta informação lhe seja útil.
4. Não há, fora isto, nenhumas “vantagens” em estarmos “unidos a uma freguesia urbana”, sobretudo quando (pelo acasalamento forçado de freguesias), a Serra do Bouro e Santo Onofre até estão geograficamente separadas por uma terceira freguesia. A associação entre as duas freguesias teve uma única desvantagem (e nenhuma vantagem): o agravamento da situação isolada desta freguesia e o seu esquecimento por parte do poder vigente.

Aceite, senhor candidato, os meus cumprimentos, como eleitor livre da Serra do Bouro,
Pedro Garcia Rosado
Cabeço da Vela, Serra do Bouro, 4 de Agosto de 2017



"Jornal das Caldas", 9.08.17



Em tempo:
O senhor candidato respondeu-me, com cortesia, informando-me de que a sua "carta aberta" se destinava "a apresentar os motivos pelos quais [se candidata], pelo que não deve ser confundida com um programa eleitoral" e que a sua candidatura está "aberta a todos os caldenses, de origem ou adoptados".
Fiquei a saber, portanto, que sou "adoptado". Estamos sempre a aprender.


sexta-feira, 4 de agosto de 2017

Notas de prova



Cavalo Negro Tinto 2014 Vinho Regional Tejo
Castelão, Trincadeira e Aragonez
Parras Wine (Alcobaça)
13% vol.
Bom!

Notas de prova


Porta 6 Tinto 2015 Vinho Regional Lisboa
Sem indicação de castas
Vidigal WInes, Cortes (Leiria)
13,5% vol.
Bom.

O dia do juízo final para o MVC


O ainda presidente da Junta de Freguesia da Foz do Arelho (Caldas da Rainha) tem sobre si a sombra de uma auditoria às contas da junta que lhe atribui irregularidades financeiras graves. Não é, que se saiba, arguido em nenhum processo judicial nem foi declarado culpado seja do que for por qualquer decisão judicial.
A sua decisão de se recandidatar ao cargo (se arranjar os devidos apoios, claro) é legítima. Seria talvez mais recomendável que não o fizesse, mas o certo é que, não o fazendo, estaria a dar razão aos resultados da auditoria.
Se apresentar a sua candidatura, o pequeno eleitorado local decidirá se o penaliza pelas suspeitas ou se o apoia pelo que fez como presidente da Junta de Freguesia.
O resultado que a sua eventual recandidatura obtiver será também uma espécie de "julgamento final" do grupo independente MVC. Estreou-se, e bem, nas eleições de 2013 e, tendo desistido destas, acaba por ir a votos na pessoa de Fernando Sousa. O que disseram não apaga o passado.


"Gazeta das Caldas", 4.08.17