sexta-feira, 24 de fevereiro de 2017

Um engarrafamento armadilhado

Uma das coisas que mais me aborrece neste concelho que tão gentilmente me acolheu é o absoluto desrespeito que muita gente tem pelos outros que circulam na mesma via.
É comum encontrar carros parados com gente lá dentro a conversar com quem está no exterior, ruas completamente cortadas pelos tipos dos eucaliptos ou esventradas e bloqueadas e depois abandonadas, sem obras de reparação.
O caso que aqui se pode ver aconteceu hoje na via conhecida por "Recta da Tornada" (e que é a Estrada Nacional n. º 8), no sentido Caldas da Rainha - Alfeizerão: um engarrafamento (o primeiro digno desse nome de que me lembro desde que para aqui vim morar) com os carros em marcha muito lenta e depois a revelação do motivo - obras, incompreensíveis para quem passa, que bloqueiam uma das faixas. O resultado foi a obrigação de ter o trânsito a passar à vez.


Depois de 15 minutos de fila, a surpresa: obras


É possível que a obra fosse uma emergência (são habituais as rupturas da canalização na rua, por exemplo). Mas isso não impediria que, pelo menos na saída da cidade de Caldas da Rainha para a "Recta da Tornada" não houvesse uma indicação de que o trânsito estava (muito lento) devido a obras.
É uma mentalidade, a do bloqueio egoísta e/ou negligente das ruas, que deve ter sido herdada dos carroceiros de outros tempos que paravam carroças e bestas onde muito bem lhes apetecia. Ou das próprias bestas, sabe-se lá.


Engarrafamento para cá


Engarrafamento para lá

quarta-feira, 22 de fevereiro de 2017

Porque não gosto dos CTT (115): finalmente, uma sanção da Anacom

Soube por aqui que a entidade reguladora das comunicações, a Anacom, aplicou uma multa de 150 mil euros (o valor é modesto, mas multa é multa) à empresa CTT por “incumprimento do contrato de prestação do Serviço Universal Postal”.
Não encontrei no site da Anacom referência a esta sanção e tomo como boa a informação da Rádio Renascença, que cita o Ministério do Planeamento.
O "Serviço Universal Pessoal" prestado pela empresa CTT é, desde há vários anos, muito mau. Não há um "antes e depois" da privatização. Tem sido, foi e continua a ser igual ao que era.
É de esperar que a Anacom continue atenta.

segunda-feira, 20 de fevereiro de 2017

Faltam 7 meses





O actual presidente da Câmara Municipal de Caldas da Rainha, candidato pelo PSD local a um segundo mandato,  vai (infelizmente!) ganhar as eleições autárquicas de Setembro deste ano.
Não há, não houve e não haverá oposição à altura.

quarta-feira, 15 de fevereiro de 2017

EPM



O Sr. A., necessitado, dirigiu-se a um vulto feminino numa das ruas mal-afamadas de Lisboa, convidando-a, a troco de numerário, a fazer-lhe um bico e a deixá-lo enfiar-se numa das suas reentrâncias, talvez a da retaguarda.
Depois de devidamente satisfeito, o Sr. A. descobriu, indignando-se, que a sua fornecedora de serviços era afinal um homem. Que disse ao Sr. A. que pensava que ele sabia desde o primeiro momento.
Eis um Erro de Percepção Mútuo.

terça-feira, 14 de fevereiro de 2017

Noite 4x4

Quatro séries televisivas ontem: "Legion" (Fox) foi muito promovida mas é débil, com uma história nada interessante (que é feito do pai do "herói"?!), uma narrativa visualmente pretensiosa e um protagonista que é, e parece, mais velho do que devia ser; "Training Day" (TV Séries) parece querer cumprir os mínimos, com alguma competência fílmica; "Vikings" (TV Séries) chegou ao fim da temporada e haverá mais outra; e "The Walking Dead" regressou, tendo o episódio ficado gravado para ver depois, com alguma expectativa.

segunda-feira, 13 de fevereiro de 2017

Raivosos, de esquerda e contentinhos com a mentira



A queda do Muro de Berlim: adeus ao socialismo

A queda do Muro de Berlim, em 1989, foi um trauma. 
Nenhum comunista escapou ileso à fuga em massa dos alemães da ex-República Democrática Alemã do seu país e dos muitos outros que se lhes juntaram: então já não queriam lá estar?!
Uns terão regressado, outros não, os regime do “socialismo real” foram caindo como pedras de dominó e o que hoje resta é uma Rússia com alguns Estados agregados, que tem mais a ver com a Rússia czarista do que com o centro da extinta União das Repúblicas Socialistas Soviéticas.
Em Portugal, alguns comunistas foram-se afastando do PCP. Outros ficaram. O discurso da direcção do PCP foi unânime: era tudo uma fabricação, fazia tudo parte de uma “campanha”. Só lhes faltou dizer que o Muro de Berlim não tinha caído e que as imagens da fuga do Leste eram uma invenção.
Os comunistas que ficaram no partido aceitaram a ideia. Sentiram-se, decerto, mais confiantes: ainda era possível acreditar na Terra Prometida. O que fazia as normas da fé era o “Avante!”. E no “Avante!” confiavam.
É interessante ver como reina, hoje em dia, uma certa versão deste trauma, que se tem manifestado numa santa ignorância da subida dos juros da dívida pública, do aumento brutal dos impostos indirectos e do comportamento trapalhão do Governo e especialmente do ainda ministro das Finanças perante o mito do “banco público”. 
A coisa chega ao ponto de se dizer que a avaliação do grau de cedência do ministro das Finanças às exigências do indigitado presidente da CGD não interessa, que não é notícia e que há coisas “mais importantes”. E dizem-no, muitos, com uma raiva nas letrinhas todas, ignorando que, no passado, recente já haviam (e os seus idolatrados BE e PCP) pedido a demissão de ministros por acontecimentos menos significativos.
Este estado de contentamento tolerante com a mentira política estende-se ao apoio que dão ao actual Governo e tem expressão nas sondagens de um único jornal que vai dando como certa a subida de votos no PS.
Como muita desta gente não terá perdido as suas capacidades intelectuais em tão pouco tempo, é plausível que estejam a sofrer de um trauma bem concreto e a tentar compensá-lo. Durante quatro anos desfizeram-se em manifestações contra o Governo anterior, em protestos, em comentários, em manifestações. E depois os partidos do Governo (PSD e CDS) ganharam as eleições legislativas.
Este trauma, que parece afectar também o PCP (quando diz que a sua entrada no actual esquema governativo só teve o objectivo de alterar o que tinha sido feito pela “direita”), justifica o apoio cego a um primeiro-ministro golpista, esquece o clima de mentira, ilude a perda do poder de compra e a ameaça da crise financeira. O apoio ao Governo e às suas mentiras é, afinal, um pequena forma de vingança contra os que não tinham conseguido vencer. 
À sua maneira, são uma espécie de Trumps da esquerda.


Desmazelo



Os Serviços Municipalizados de Caldas da Rainha não andam atentos às rupturas da rede pública de abastecimento de água. E esta boca-de-incêndio, na Estrada do Vale, na freguesia da Serra do Bouro (concelho de Caldas da Rainha), vai deixando sair a água de equipamento, que já tem um aspecto bastante ferrugento e carcomido.




Esta pequena infra-estrutura desportiva (baptizada como "Parq'Ativo"), construída no ano passado, destina-se à prática desportiva da população.
Foi uma das poucas obras que nasceram do Orçamento Participativo de Caldas da Rainha... mas sem duas coisas essenciais para o seu funcionamento: um bebedouro e bancos para as pessoas se sentarem.
Deviam ter sido instalados de raiz pela Câmara Municipal mas já se sabe que a "nova dinâmica" do seu presidente é bem o oposto de tudo quanto é necessário fazer..



Negociação de reféns




Gulosa, e tendo em si a herança da tradição dos cockers spaniels de irem apanhar a caça abatida, a Joaninha habituou-se a "caçar" panos e pequenas toalhas, que depois mantém reféns à espera, por exemplo, de uma migalha de pão.
Arrancar-lhe a presa é quase impossível, mas basta o início da negociação para ela oferecer de imediato o seu refém... à melhor oferta.

Uns escondem, os outros não se importam

O ministro (das Finanças) pediu a uma empresa de advocacia que indicasse como se devia mudar uma lei do Estado. Aceitou a imposição de uma excepção uninominal à lei aplicável, por parte do convidado para a presidência do banco público. Mas o mesmo ministro garantiu que isso não aconteceu.
Se assim fez e não informou da sua conduta o primeiro-ministro, é grave.
Se o primeiro-ministro soube, e escondeu o seu conhecimento, é ainda mais grave.
Ninguém que seja intelectualmente honesto pode dizer que o jornalismo se deve alhear desta situação tão séria. Nem o deve fazer a opinião pública.
Tal como a Presidência da República... se fosse outro o Presidente.